terça-feira, abril 25, 2006

Desperdício de dinheiro

“Gasto de deputados com gasolina daria 6 idas à lua.”

Texto 1

Começo hoje. Não que somente hoje, agora, tenha despertado minha atenção, as mazelas que constantemente afligem a todos nós. O negócio é o seguinte: ontem, aprendi, “sozinho”, sem a ajuda da minha filha caçula e do meu genro, a fazer um "blog" e então fiz o meu. Tenho a pretensão que ele suscite debates que nos desperte a todos, fazendo com que nos movamos em direção à ação necessária.

Dei-lhe o título, “Tô Atento”! Qualquer um, tem todo o direito de querer saber, a que veio esse título. E eu respondo: veio com o propósito maior de acordar a indignação adormecida em nós. Temos que ampliar com lente de aumento nossa capacidade de nos indignarmos com fatos que nos chegam, através dos diversos tipos de mídia, (falada, escrita e televisada).

Há muito me incomoda o nenhum uso que fazemos dessas informações sobre esses fatos. Os repórteres garimpam exaustivamente os acontecimentos buscando incansavelmente as notícias , e o que fazemos com elas? Tomamos conhecimento, nos indignamos um pouquinho, deixamos escapar um leve muxoxo e viramos a página. Nos falta, ação! Não uma qualquer, mas as ações pertinentes, democráticas, compatíveis com as informações recebidas.

Tô atento à que? A tudo que diga respeito aos absurdos cometidos contra a nossa sociedade. Atento aos abusos cometidos, como por exemplo, o abuso apresentado na reportagem publicada no jornal “O Globo” de 23/04/2006 a respeito dos gastos dos políticos com combustível.

“Gasto de deputados com gasolina daria 6 idas à Lua. Reembolso por despesas com combustível chegou a R$ 41 MILHÕES”.

Tanta coisa poderia ser feita com esse dinheiro em prol da sociedade em que vivemos.... Nossa reclamação não carece de sentido, uma vez que, como é dos nossos bolsos que ele sai, precisamos estar atentos ao que fazem com ele. O deputado Francisco Rodrigues (PFL-RR) foi o que mais recebeu reembolso por supostas despesas com gasolina este ano, R$ 60 mil, e admite: “Um almoço para o qual não consigo nota justifico como combustível”, diz o texto da manchete do jornal. Não podemos nos esquecer que é com o dinheiro que, literalmente, sai dos nossos bolsos, que ele paga esse almoço.

Pr’a começar é preciso cortar, no mínimo pela metade, essa chamada verba de representação. É preciso, em fim, diminuir os custos com os políticos de modo que a famosa relação “custos / benefícios”, seja plausível. Afinal, quanto estamos pagando para que eles trabalhem para nós? E o que eles produzem em nosso benefício nos representando? Se, ao invés de sociedade que paga, fôssemos uma empresa, há muito já teríamos pensado nisso e encontrado uma solução, ou teríamos falido. No caso em questão, a nossa, é o retrato acabado de uma sociedade falida.

Um país carente como o nosso, tão necessitado de hospitais que funcionem, (SAÚDE), e de escolas que nos libertem dos analfabetos e dos analfabetos funcionais, escolas que estimulem a leitura, a escrita, a discussão, o debate, (EDUCAÇÃO), não pode se dar ao luxo de bancar gastos dessa natureza. Precisamos, como já foi dito acima, aumentar nossa capacidade de nos indignarmos e exigir que essas distorções sejam corrigidas.

Há 2500 anos atrás, Aristóteles falava o seguinte, a respeito das responsabilidades dos políticos e do comportamento ético esperado de cada um de nós:

“...os legisladores tornam bons os cidadãos por meio de hábitos que lhes incutem. Esse é o propósito de todo legislador, e quem não logra tal desiderato falha no desempenho da sua missão. Tudo depende dos hábitos que adquirimos desde a juventude pois disso dependerá a formação do nosso caráter”.

(Aristóteles - Ética a Nicômaco II – 1-1103 b – 5 até 25)

Ps.: Os assuntos apresentados / discutidos neste blog, serão necessariamente retomados. Vamos efetuar monitoramento atento, independentemente da ação tomada ou mesmo da eventual solução do problema. Explico: não podemos cochilar senão a “coisa” volta a acontecer.

Comente e sugira questões para serem colocadas em discussão.

3 comentários:

Cláudio disse...

Todos os gastos do governo federal são registrados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Existe um site, chamado Contas Abertas, que faz um monitoramento permanente dos (nossos) recursos.

Na semana passada, por exemplo, uma compra de toalhas e forros de linho feita pela Presidência da República custou para os cofres públicos R$ 75.312,00.

Edgar Moreira disse...

Foi noticiado no jornal O Globo de hoje (26/04/2006): "Gasolina: Farra na câmara pode ficar impune"
Isto é vergonhoso!!! Como um deputado (Francisco Rodrigues) que afirma que utilizou "notas frias", fradando os cofres públicos, pode ficar impune?!?!?
O Ministério público tem que entrar com um processo contra este representante do povo brasileiro!

Mitzzi disse...

acho q tá na hora de alguém, "qq um", tomar coragem e se candidatar a governador, prefeito, vereador...
quem sabe alguém realmente indignado com tudo c/ o q anda aconetecendo não seja mais capaz de governar com responsabilidade!