quarta-feira, janeiro 26, 2011

Carioca da Gema

CARIOCA DA GEMA

No final do ano passsado, o almoço de confraternização na empresa em que trabalho, foi marcado por uma brincadeira inusitada, elaborada pelos organizadores, todos, colegas nossos.
O buffet não estaria disponível para que escolhêssemos pelo visual. A escolha se daria a partir de nossos conhecimentos gastronômicos. Assim, os nomes dos pratos seriam ditos e os convidados fariam suas composições preferidas. Ora, pensei eu, isso não vai dar certo e esperei por uma sonora vaia que, misteriosamente, não ecoou pelo salão onde se realizaria o almoço.
Não acredito, todo mundo sabe o nome de tudo? – pensei, interrogando a mim mesmo– ou só querem aparecer, e vão se dar mal, eu incluído.
Começou a brincadeira: os colegas entravam por uma porta, os nomes eram apresentados e eles pareciam felizes com as escolhas feitas. Até que chegou minha vez. “Vamos lá”, disse o colega “maitre” com ar de entendido no assunto. ”Vamos começar pelo arroz. Temos: Carreteiro, Á lá grega, Com brócolis, Á Piemontesa, Arroz branco e Arroz de forno”. Gelei. Sei lá, não me ligo nessa coisa de nome de prato. Tudo o que eu queria era comer aquele arroz molhadinho, parece-me que feito com leite, acompanhado de filé, regado a um molho que não sei de quê. Esse prato é o que sempre preparo para mim nesses almoços e me dou por satisfeito.
“O acompanhamento é...”. Saí do ar. Fiquei sem saber o que dizer e desandei a fazer escolhas que, pasmem, ao final deu certo. Segundo o maitre encarregado de avaliar nossas escolhas, a minha foi a mais sensata de todas. Não consegui entender, mas o prato que compus foi exatamente o que sempre escolho, aquele arroz molhadinho, a carne, o molho...Onde estava armazenada essa informação toda, não tenho a menor idéia...
A única coisa que sei é que me chamo Mathias Pascal, diria Pirandelo...
E eu? Descobri que, a única coisa que sei é que, sinceramente, não é preciso ser carioca, para amar o RIO...As praias, o por do sol no Leblon, a Sapucaí, o Fla X Flu, seduzem qualquer um, de qualquer parte do planeta. Mas uma coisa é certa: é preciso ser “Carioca da Gema”, para contar de um a dez, desse jeito:
Um, Doisxx, Trêsxx, Quatro, Cinco, Seisxx, Sete, Oito, Nove, ..Deisxx.
Uma salva de palmas para o Rio, nesse seu aniversário!
Ps.: Querem saber o que é ser carioca? Ser carioca é no fundo, um estado de espírito e todo brasileiro têm em seu coração a carioquice brejeira com ele...

Carioca da Gema

CARIOCA DA GEMA

No final do ano passsado, o almoço de confraternização na empresa em que trabalho, foi marcado por uma brincadeira inusitada, elaborada pelos organizadores, todos, colegas nossos.
O buffet não estaria disponível para que escolhêssemos pelo visual. A escolha se daria a partir de nossos conhecimentos gastronômicos. Assim, os nomes dos pratos seriam ditos e os convidados fariam suas composições preferidas. Ora, pensei eu, isso não vai dar certo e esperei por uma sonora vaia que, misteriosamente, não ecoou pelo salão onde se realizaria o almoço.
Não acredito, todo mundo sabe o nome de tudo? – pensei, interrogando a mim mesmo– ou só querem aparecer, e vão se dar mal, eu incluído.
Começou a brincadeira: os colegas entravam por uma porta, os nomes eram apresentados e eles pareciam felizes com as escolhas feitas. Até que chegou minha vez. “Vamos lá”, disse o colega “maitre” com ar de entendido no assunto. ”Vamos começar pelo arroz. Temos: Carreteiro, Á lá grega, Com brócolis, Á Piemontesa, Arroz branco e Arroz de forno”. Gelei. Sei lá, não me ligo nessa coisa de nome de prato. Tudo o que eu queria era comer aquele arroz molhadinho, parece-me que feito com leite, acompanhado de filé, regado a um molho que não sei de quê. Esse prato é o que sempre preparo para mim nesses almoços e me dou por satisfeito.
“O acompanhamento é...”. Saí do ar. Fiquei sem saber o que dizer e desandei a fazer escolhas que, pasmem, ao final deu certo. Segundo o maitre encarregado de avaliar nossas escolhas, a minha foi a mais sensata de todas. Não consegui entender, mas o prato que compus foi exatamente o que sempre escolho, aquele arroz molhadinho, a carne, o molho...Onde estava armazenada essa informação toda, não tenho a menor idéia...
A única coisa que sei é que me chamo Mathias Pascal, diria Pirandelo...
E eu? Descobri que, a única coisa que sei é que, sinceramente, não é preciso ser carioca, para amar o RIO...As praias, o por do sol no Leblon, a Sapucaí, o Fla X Flu, seduzem qualquer um, de qualquer parte do planeta. Mas uma coisa é certa: é preciso ser “Carioca da Gema”, para contar de um a dez, desse jeito:
Um, Doisxx, Trêsxx, Quatro, Cinco, Seisxx, Sete, Oito, Nove, ..Deisxx.
Uma salva de palmas para o Rio, nesse seu aniversário!
Ps.: Querem saber o que é ser carioca? Ser carioca é no fundo, um estado de espírito e todo brasileiro têm em seu coração a carioquice brejeira com ele...

segunda-feira, janeiro 18, 2010

O que é essncial na vida

Fiquei muito feliz e triste ao ler o texto de Míriam Leitão "Amargo começo" publicado ontem, 17/01/2010 - domingo). Explico: feliz pela escolha do tema abordado, clareza, objetividade e pelo estilo da Míriam, do qual gosto muito.

Fiquei triste pela anúncio de que ela vai sair de férias. Claro, todos precisamos sair de férias de vez em quando, mas é que vai dar uma saudade...

Não resisti e lhe enviei o seguinte email:

"Míriam,

Aproveite bem suas férias! Você com seus textos razão/emoção, emoção/razão, tem o dever de se presentear com um merecido descanso. Nós, os leitores, ficamos aqui divididos entre o desejo que não demore muito e a certeza que estamos sendo injustos ao desejar tal coisa.

O seu texto de ontem, "Amargo começo", muito inspirado, emoção pura, nos fala dos infortúnios ocorridos logo no começo do ano, no Brasil, na América Do Sul e no Haiti.

A razão se faz presente, quando nos desperta, mostrando que a vida continua e coisas boas vão acontecer este ano no aspecto financeiro.

Acontecerá também o debate político culminando com as saudáveis eleições, a copa do mundo, entre outros fatos certamente positivos, você nos diz..

Muito me sensibilizou a sua menção a Zilda Arns na questão dos espaços urbanos...

Deixei para o fim, o final do seu texto que achei demais e é algo em que sempre penso: precisamos estar atentos para o que é essencial na vida".

Com o email acima enviado fiquei com a sensação do dever cumprido, embora saiba que nunca ficamos totalmente quites com quem nos brinda com textos de qualidade.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Vamos acelerar

Se a liberação dos candidatos com ficha suja se deu a partir do pressuposto de que todos são inocentes até que que se prove a culpa (transitado em julgado), em nome da preservação e valorização dos princípios democráticos, segundo os Ministros do STF, então,...então... então vamos acelerar o julgamento desses candidatos.

O poder judiciário enquanto espera leis do poder legisltivo que o possibilite agir com bom senso, mas aplicando a lei, pode, ainda assim, agir com bom senso, agilizando os processos de modo a que todos os candidatos com ficha suja sejam julgados o mais rápido possível.

Qua tal a justiça brasileira praticar um esforço concentrdo priorizando esses processos e conquistando desse modo a admiração e o respeito da sociedade brasileira?

terça-feira, julho 15, 2008

Situação Aporética

Opinião – O Globo – 2008-07-15 (Editorial)

“Por um desses paradoxos, é em plena democracia que se observam graves agressões a direitos constitucionais por parte do braço armado e jurídico do Estado, a Polícia Federal, Juízes e procuradores. São desrespeitos sérios à Carta, mas os quais, por atingirem pessoas de má reputação e serem acompanhados de discursos maniqueístas de agentes públicos – do ministro da justiça Tarso Genro, ao delegado federal responsável pelo inquérito, Protógenes Queiroz- , (1) tudo passa como se o zelo para com os ritos legais demonstrado pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, fosse solerte manobra destinada a proteger bandidos.

Daniel Dantas, Naji Nahas, Celso Pita e todos os demais visados pela Operação Satiagraha parecem já condenados a priori. Não se discute a folha corrida dos personagens, (2)mas os riscos que os direitos individuais correm quando inquéritos tramitam de forma sigilosa por tempo excessivo, prisões são decretadas sem parcimônia em instâncias inferiores da justiça (3)e a máquina de investigação da Polícia Federal produz um relatório, como o do delegado Protógenes Queiroz, em que, num estilo messiânico, de luta do “bem” contra o “mal”, até o trabalho da imprensa é tachado de criminoso.

.... O pior é que a cultura autoritária da invasão da privacidade e da revogação, na prática, de outros direitos individuais conta hoje com (4)um grande aparato de escuta eletrônica, acionado sem os devidos cuidados por juízes. As operadoras informam que havia no país, no ano passado, 409 mil linhas grampeadas, sendo que o número de grampos vinha crescendo à razão de 33mil novas escutas por mês, revelou O GlOBO. No Rio, gravações foram pemitidas (5)sem que a polícia informasse o número a ser vigiado(!).

A espessa sombra de um estado policial cai sobre a sociedade. É inaceitável que, em nome de um bom propósito, o combate ao crime- não importa onde e por quem seja cometido- sirva de pretexto para ataques ao estado de direito".

Acompanhando o caso pela imprensa, não sendo policial, juiz, nem editorialista de jornal, mas simplesmente um cidadão interessado nas coisas que acontecem no Brasil, fico impressionado com a quantidade de itens polêmicos que podem ser apontados a partir das diversas posições assumidas pelos vários atores desse caso tenebroso que assusta os brasileiros devido a quantidade de dinheiro envolvido, aliada a demonstração da capacidade de influência de alguns participantes ...

Exemplos que dão o que pensar:

(1)... tudo passa como se o zelo para com os ritos legais demonstrado pelo presidente do Supremo, Gilmar Mendes, fosse solerte manobra destinada a proteger bandidos.

Não penso que o presidente do Supremo queira “proteger bandidos”, mas é que existem tantos casos no Brasil clamando há tanto tempo por uma decisão judicial, que a gente se assusta com essa presteza toda em casos como esse...

(2)... mas os riscos que os direitos individuais correm quando inquéritos tramitam de forma sigilosa por tempo excessivo, prisões são decretadas sem parcimônia em instâncias inferiores da justiça...

Os direitos individuais conquistados com a Constituição de 1988 devem ser respeitados, preservados e aí me parece que nos deparamos com uma situação aporética (o pensamento não pode avançar por falta de caminhos lógicos). Senão vejamos: de que maneira uma investigação poderá avançar se os agentes responsáveis agirem como se estivessem investigando pessoas comuns, o que não é o caso?

(3) ... e a máquina de investigação da Polícia Federal produz um relatório, como o do delegado Protógenes Queiroz, em que, num estilo messiânico, de luta do “bem” contra o “mal”, até o trabalho da imprensa é tachado de criminoso.

Não me parece que seja o caso de luta do “bem” contra o “mal”, mas sim um trabalho sério feito pela Polícia Federal com o objetivo de, diante de tantas provas conseguidas, levar às grades, as pessoas envolvidas nas ações ilícitas. Agora, o delegado não pode tachar o trabalho da imprensa de criminoso, salvo se a imprensa tiver “cometido” alguma reportagem que possa ser considerada crime.

(4)... um grande aparato de escuta eletrônica, acionado sem os devidos cuidados por juízes...

Isso é um absurdo. Como pode acontecer?

(5) ... sem que a polícia informasse o número a ser vigiado(!).

Absurdo ainda maior. Os juízes não estão lá para trabalhar assim! Recuso-me a acreditar nisso!

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, servem e são adquados aos interesses do País, o que precisamos averiguar e se estão entregues às pessoas certas.Mas, quem serão as pessoas certas???

PS.: Deu no Jornal Nacional de hoje - Os delegados que trabalhavam nesse caso, foram afastados da investigação. Porquá?Par-ce- que...

sábado, fevereiro 23, 2008

Sobre Dívidas

SOBRE DÍVIDAS

Fiquei bastante otimista ao ler nos jornais que o Brasil vira credor da dívida externa e que isso acontece pela primeira vez em nossa história. Se quisesse, o Brasil pagaria tudo e ainda sobrariam quatro bilhões de dólares. UAU!
Porém, como alegria de pobre pouco dura, especialistas, entre eles o economista Raul Veloso, afirmam que não é interessante para o Brasil quitar a dívida, uma vez que ela é um indicador usado para balizar o risco de um país. Resumindo, ao invés de pagar a dívida e se livrar dela que se arrasta desde 1824, (como nação o Brasil já nasceu com dívidas. O Imperador Pedro I pediu empréstimo externo para cobrir dívidas da colônia – ver o caderno Economia do jornal O Globo de 22/02/08 – pg 25), é melhor mantê-la, pois só assim, consegue-se visibilidade na comunidade econômica internacional; assim reza a cartilha dos especialistas.
Mas, será que essa mesma comunidade não poderia estabelecer uma relação entre país com desenvolvimento visível e não devedor, significar país merecedor de crédito, caso assim o necessite, e de investimentos?
Aqui, uma outra dúvida: será que essa “vitória” brasileira “nocauteando” a dívida externa não traz em seu bojo uma derrota contundente para a dívida interna? Não tenho a resposta, mas tenho uma afirmação: sempre quem acaba perdendo é o povo brasileiro, desinformado, com olhos que não vê, com boca que não fala...

PS. : Eu sempre pensei que comprar à vista e /ou pagar dívidas antes do vencimento, fosse uma atitude positiva. Quem age assim, dentro do possível, deve continuar fazendo, pois desse modo evitará cair na armadilha das contas impagáveis, como tem sido as contas do Brasil.
Que história é essa? Ter que continuar devendo, para assegurar a garantia de crédito e investimentos, eu vejo como esperteza demais dos que tem mais dinheiro e sabem ser um excelente negócio continuar emprestando.

quinta-feira, maio 24, 2007

Agradeço ao convite

Agradeço ao convite de José Carvalho, espero aguçar minha visão sobre a cidade para poder contribuir da melhor forma possível com o "Tô Atento".

sexta-feira, setembro 29, 2006

Eleições 2006 (2)

Está chegando a hora de votar. Deveremos escolher o presidente, governador, deputado federal, deputado estadual e senador. O Brasil, podemos assim dizer, será entregue de bandeja em alguns casos aos mesmos e, em outros, a novos postulantes aos cargos políticos oferecidos. É interessante notar a vontade com que correm atrás do pote, (sede) ou prato, (fome).

Sede ou fome de se beneficiar com as mordomias tantas, se beneficiar com as possibilidades de levar vantagens em transações escusas ou o desejo patriótico de ajudar o país a se erguer, sair desse marasmo sombrio em que se encontra?

Não sei não, mas considerando-se que a maioria das pessoas honradas, decentes, trabalhadeiras, que conheço, dizem querer distância da política, alguns chegando ao extremo de considerarem uma verdadeira aberração a obrigatoriedade do voto, chego a pensar que somente interesses individuais, particulares, motivam esses candidatos.

Discordo das pessoas decentes que não querem nada com a política ou que reclamam que sejam obrigados a votar, a menos que considerem normal que estranhos dêem rumos as suas vidas. As leis elaboradas por políticos é que decidem nossos destinos, (nossos salários, nossa aposentadoria, aumento da mensalidade dos planos de saúde, continuar ou não existindo o décimo terceiro salário, férias, aumento de tarifas de ônibus, etc...). Tudo que diz respeito a nossa vida, está subordinado as leis elaboradas pelos políticos. Assim, não podemos ficar indiferentes, temos que saber quem são essas pessoas que se propõem a nos representar; precisamos saber quem, brevemente estará lá, por exemplo, no Congresso Nacional, elaborando leis que influenciarão sem dúvida nossa vida.

No que diz respeito aos antigos políticos, podemos saber um pouco de sua atuação política: (foram beneficiados pelo mensalão, são sanguessugas, vampiros, participantes de dossiês, participantes dos escândalo nos Correios? sugiro uma visita ao site http://perfil.transparencia.org.br - informações sobre parlamentares).

Quanto aos novatos, pouco podemos fazer, a não ser lamentar que os apelos que levam alguns a desejarem ingressar na política, são atraentes demais para eles. Bom seria que mordomias fossem extintas e então teríamos pessoas, realmente interessadas em participar da construção e do desenvolvimento do Brasil, envolvidas no processo. Tenho certeza que existem essas pessoas, e um palpite que elas existam, mesmo entre os novatos.

Seria importantíssimo se existissem pré-requisitos para que alguém se candidatasse a um cargo político. Por exemplo, ser capaz de ler, entender e interpretar a constituição, além de necessariamente, ser uma pessoa idônea, o que poderia ser atestado, com folha corrida e alguns outros documentos que poderiam ser criados, se fosse o caso.

Porém como estamos falando desta eleição de 2006, os candidatos são os que se apresentam diariamente no horário eleitoral gratuito e devemos escolher entre eles; nada de voto branco ou nulo porque, ao invés de protestar, poderemos estar ajudando a quem não gostaríamos de ajudar a eleger. Somente os votos válidos são considerados na contagem, não podemos nos esquecer disso.

Nas futuras eleições, vamos exigir que promessas de campanha sejam registradas em cartório e que os políticos sejam obrigados a cumpri-las sob pena de perderem o mandato.

Exigir também que as boas idéias, independente de quem as tenha tido, sejam postas em prática, por quem quer que seja que vença a eleição.

Exigir que qualquer projeto que tenha dado certo, se transforme em lei cabendo então ao “Estado” dar continuidade a ele, deixando assim de ser “propriedade” de políticos, pois não podemos nos esquecer que, o que está em jogo somos nós, cada um.dos brasileiros, o nosso país e não a vaidade de parlamentares.

Política como função e não como profissão; ao final de cada mandato, o político voltar à sua profissão anterior, ou seja, trabalhar na sua profissão para viver.

Finalizando, penso que devemos nos incomodar com certas coisas aparentemente sem solução, mas em principio erradas e tentar transformá-las.

Aristóteles, filósofo grego do século III a.C, diz que “os legisladores tornam bons os cidadãos por meio de hábitos que lhes incutem. Esse é o propósito de todo legislador, e quem não logra tal coisa falha no desempenho da sua missão”.

Do que pensava Aristóteles acerca de 2400anos, podemos extrair que, cabe aos políticos a idoneidade obrigatoriamente, porque são eles que tornarão bons os cidadãos por meio de hábitos que lhes serão incutidos. Assim, me parece que temos todo o direito de exigir que tenham os políticos bons hábitos a fim de que possamos aprender com eles. Cabe aos políticos cuidar do destino do país e seu povo, sendo assim, eles têm que estar preparados moral e intelectualmente, não é função para ser exercida por picaretas desqualificados.

Espero que não seja visto como utopia, pensar que devemos exigir políticos idôneos, capazes de conduzir com dignidade nosso país.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Eleições 2006 (1)

Acabei de assistir o pronunciamento do exmo Presidente do superior tribunal eleitoral. Nele, o Ministro Marco Aurélio, conclama a que os brasileiros escolham com muito cuidado em quem votar. Que procurem saber do futuro, (através das participações no horário eleitoral gratuito); do presente, (o que cada político anda fazendo); do passado, (o que cada um fez de bom e de mau).

Coitado do povo brasileiro! Por mais que queira, não tem tempo e nem condição de fazer isso. Melhor seria que o próprio TSE tivesse poder de vetar candidaturas absurdas tais como as de políticos envolvidos em corrupção (esquemas sanguessugas, saúvas, mensalão, e outros menos votados).

Seria interessante que fosse pensado um jeito de só se permitir candidaturas qualificadas, éticas. Candidaturas de políticos que soubessem o que significa democracia representativa, pelo menos. Afinal eles nos representam e é lamentável ser representado por alguns desses políticos desqualificados que povoam o Congresso. Que bom se o TSE pudesse influenciar nas escolhas, no bom sentido, de modo que fôssemos presenteados só com bons candidatos e nossa função fosse escolher, entre eles, os melhores.

Por enquanto, sigamos o conselho do Ministro e, como cooperação, sugiro uma olhada atenta no site http://perfil.transparencia.org.br, o qual apresenta uma espécie de folha corrida de cada um dos candidatos que concorrem nessa eleição de 2006.

quarta-feira, agosto 02, 2006

"sanguessugas"

Sanguessugas

Os estragos que alguns políticos e empresários provocaram na saúde e na educação brasileira é de estarrecer. O cidadão brasileiro não pode simplesmente ler, tomar conhecimento do que está acontecendo e esperar que "alguém" tome providências. É preciso ler, se indignar e agir.Como assim, agir? É possível agir!
Podemos começar recortando o jornal com os nomes dos parlamentares envolvidos e guardar, p’ra NUNCA mais votar neles. Leiam o que vem a seguir, e respondam se podemos agüentar isso:

De acordo com "O Globo" de 30/07/06, o valor das propinas acertadas com parlamentares envolvidos no esquema dos sanguessugas chegou a R$ 12,8 milhões, sendo que R$ 5,3 milhões foram pagos em dinheiro ou presentes, sendo R$ 4,3 milhões para deputados e senadores; e R$ 1 milhão para prefeitos. E onde eram feitas as maiorias das operações? Resposta: em apartamentos, sítios e nos gabinetes de alguns deputados no Congresso Federal. NO CONGRESSO! Lá, eles combinavam o esquema para as vendas superfaturadas de ambulâncias, ônibus escolares e computadores destinados à inclusão digital. É pr’a isso que existe o Congresso? Evidentemente que não. Não é para se envolver em esquemas corruptos, que elegemos os nossos representantes; afinal de contas não é pouco o que se gasta com eles; não é pouco o que ganham, ainda mais se considerando toda a verba que é destinada para as atividades dos congressistas.
O mesmo se pode dizer dos prefeitos. São escolhidos para administrar as cidades e não para, se prevalecendo de sua posição, fraudar licitações.uperfaturando preços de ambulâncias e também de computadores destinados à inclusão digital.

O Brasil precisa sair do atoleiro em que se encontra metido e não será com esses políticos desonestos que conseguiremos. Todo parlamentar comprovadamente envolvido em corrupção deve ser punido e afastado definitivamente da política brasileira sem direito a retorno. Fora com mensaleiros, sanguessugas e outros menos votados, porém igualmente corruptos.

Felizmente, como Merval Pereira apresenta em sua coluna, a tese do deputado Miro Teixeira de que o artigo XIV da Constituição Federal, em seu parágrafo 10, permite que seja impugnada a posse de um político eleito que tenha contra si provas "de abuso do poder econômico, fraude ou corrupção"... permite que, se acaso sejam eleitos, possamos nos livrar deles. (ler coluna do Merval de 30/07/06 do jornal O Globo).

Também, felizmente, um projeto de lei do senador Antônio Carlos Magalhães, impede a existência de emendas na destinação de verbas. É o chamado orçamento impositivo.Uma vez definida a verba, cumpra-se sua função Nada de emendas de parlamentares sanguessugas. Olho neles! Olho nessas aves de rapina!

Podemos agir, escrevendo, telefonando, enviando e-mail para o congresso, enfim pressionando, para que esse projeto seja transformado em lei.

Atenção cuidado com os sanguessugas!

Sanguessuga: verme do filo dos anelídeos, da classe dos hirudíneos, que habita as águas doces e tem ventosas com que se liga aos animais a fim de sugar-lhes o sangue; pessoa que explora outra lhe pedindo constantemente dinheiro;chupa –sangue.
(Dicionário – Aurélio)

E esse esquema, segundo um dos mafiosos, Luis Antônio Vedoin, teria começado a operar há 7 anos. Que prejuízo! Que horrível! Que tristeza!

domingo, maio 28, 2006

INSS em questão

INSS EM QUESTÃO

A seção “Mala Direta” do caderno Economia do “O Globo” apresenta os problemas colocados pelos leitores e, logo abaixo, as respostas das empresas envolvidas. Em alguns casos, segundo essas mesmas empresas, os problemas já foram resolvidos e, em outros, elas argumentam, recusando-se a aceitar as reclamações.

O que existe de interessante nessa história, é o acompanhamento que se pode fazer das questões levantadas pelos cidadãos. Lamentavelmente, o mesmo não acontece com a seção “Cartas dos Leitores”. No jornal de hoje foi possível ler 7, (SETE), cartas reclamando do descaso do INSS com respeito a benefícios aos quais os leitores que escreveram tem direito e estão até hoje à espera dos mesmos.

Os leitores esperam que o jornal ceda a essa instituição um espaço para que se pronuncie, dando uma satisfação aos reclamantes, tal como acontece na seção “Mala Direta”, ainda mais que o que mais se lê na seção cartas dos leitores, são cartas reclamando de benefícios que deveriam ser concedidos pelo INSS, e não são.

sábado, maio 27, 2006

educação II - Pedro II entra em greve segunda feira

Greve de gari ou de motorista de ônibus incomoda. Ainda mais se forem ditas, “por tempo indeterminado”; aí, as autoridades procuram resolver o mais rápido possível os possíveis impasses, uma vez que essas greves causam problemas imediatos à população e por isso não podem durar muito tempo.

Já uma greve de professores parece não incomodar ninguém o “por tempo indeterminado”, ou seja, parece não incomodar ninguém o fato de nossos alunos terem suas aulas paralisadas e em conseqüência um aprendizado de má qualidade. Essa indiferença, a longo prazo, significa que o nosso país continuará mergulhado no subdesenvolvimento. E a quem pode interessar isso? Como é possível que os nossos governantes tratem a educação desse jeito?

No segundo semestre de 2005, o colégio Pedro II esteve em greve por cerca de três meses. Vocês acreditam que uma greve de garis demore uma semana para ser resolvida? Eu penso que não, devido aos transtornos que causaria à cidade. As conseqüências de uma greve dessa categoria profissional são facilmente percebidas, diferentemente do mal que causa uma greve de professores.

As reivindicações de todas as categorias têm que ser ouvidas e tratadas com respeito, ainda mais, os professores, responsáveis que são pela formação dos nossos jovens e crianças, futuro do Brasil.

segunda-feira, maio 22, 2006

Educação

Uma grande faixa colocada na frente do colégio Pedro II DO Engenho Novo, diz:

“O Presidente Lula não cumpriu o que foi combinado. O ano letivo de 2006 pode ser prejudicado”.

Não dá para entender, pois na semana passada o presidente declarou que toda violência ocorrida em São Paulo é conseqüência da pouca atenção dos governos anteriores com a educação, ou seja, a falta de investimentos na educação teria sido responsável pelos atuais maus feitores.

Será que o presidente Lula não teme que futuramente também seja responsabilizado pela continuação da violência resultante da continuação do descaso das autoridades com a educação?

E a greve da UERJ que não termina? Recentemente a imprensa noticiou a dinheirama que foi destinada à ONG”S no Estado do Rio de Janeiro. Pagar salários dignos aos professores e funcionários do Estado não seria uma atitude mais adequada da governadora, ou também ela não está nem aí para a educação, tal e qual a maioria dos nossos governantes?

quarta-feira, maio 10, 2006

Democracia Participativa X Democracia Representativa

Democracia participativa existiu há 2500 anos atrás, quando o povo grego de diversas classes sociais se reunia em praça pública e discutia assuntos de interesse de todos. Existe, hoje, os que acreditam que essa prática possa ser retomada, fazendo-se da Internet, a grande praça virtual, onde os assuntos seriam apresentados e discutidos. Pode ser que seja possível mas, querem saber, passa de hora de darmos à tecnologia, à informática, à Internet, o valor que deve ser dado. Em última análise, são instrumentos que devemos utilizar pra melhorar nossa vida, mas cá pr’a nós, reconheçam, não podem tudo. Assim, devemos ver a democracia participativa, conforme o modelo grego, como algo superado e praticamente impossível de ser recuperada. No entanto, debates sobre questões públicas, podem ocorrer entre moradores de uma mesma rua, de um mesmo prédio e até de um mesmo bairro. Isso seria muito interessante! Quem dera que tal coisa voltasse a acontecer. Porém, em assuntos macros do País, não se pode pensar em democracia participativa, uma vez que não podemos estar todos ao mesmo tempo em praça pública, discutindo as questões.

Assim, somos obrigados, uma vez que preferimos o regime democrático às outras opções, a escolher alguém que nos represente. E aí está o X do problema, que é, não podemos ser representados por alguém que não esteja preparado para tal, e isso quer dizer o seguinte: o cidadão candidato a nos representar tem que estar intelectualmente e ser moralmente preparado. E aí, como isso se resolve? Respondo, a Educação resolve. Precisamos de uma educação com qualidade para todas as classes sociais e nas diversas classes, poderíamos escolher a dedo os que tivessem vocação política respaldada por uma postura ética que se deseja em um político. Após as escolhas, prepararemos esses eleitos para que exerçam com dignidade suas funções. E os salários? E o custo desses nossos novos políticos? tem que ser um custo palatável, digerível, um preço que possamos pagar e pagaremos sem indignação.

Atualmente as pessoas de caráter e preparadas se esquivam, quando consultadas se aceitariam ocupar determinada função, dizendo, “eu não quero esquentar minha cabeça com isso”. Resultado, os cargos são ocupados, muitas vezes, por pessoas com nenhum preparo e, infelizmente, também muitas vezes, sem nenhum caráter, feito Macunaíma, o herói brasileiro de Osvaldo de Andrade.

Qual a razão disso? É que, não raramente, escolhemos nossos representantes, na base da brincadeira (votamos no pipoqueiro da pracinha, porque ele é gente boa), da simpatia pelo candidato, pela beleza ou carisma pessoal dele, ou até mesmo atendendo solicitação de algum conhecido nosso. Nesses momentos esquecemos de muitas coisas, como por exemplo, que alguém despreparado é facilmente envolvido e influenciado por idéias alheias, e essas idéias podem trazer conseqüências desagradáveis para as pessoas que votam sem ter uma idéia precisa do que pode o voto. E o que pode o voto? O voto dá o poder a que outras pessoas decidam coisa que nos dizem diretamente respeito. Muita coisa. Por exemplo, aumentar ou não os salários, diminuir ou não a alíquota do imposto de renda, construir ou não um hospital, aumento de seus próprios salários (dos parlamentares), tudo isso é decidido através de leis elaboradas pelos políticos nos quais votamos.

E o comportamento ético deles? como aceitar que o plenário da câmara dos deputados desqualifique, tal como vem fazendo, as decisões da comissão de ética da CPMI do mensalão, absorvendo os deputados que conforme parecer dessa comissão de ética, deveriam ser cassados?

Como aceitar que façam acordos entre eles, acordos esses que na maioria das vezes, nem perto passa dos interesses dos seus respectivos eleitores?
Essas coisas têm que ficar bem resolvidas, afinal não estamos aqui para eleger políticos para cuidarem dos seus próprios interesses! Não podemos nos esquecer, tudo passa pela elaboração das leis. São elas que determinam como as coisas são e serão para nós, assim sendo, não podemos desconhecê-las, nem permitir que leis absurdas sejam aprovadas. O povo tem que dar um jeito de criar seu próprio lobby e participar mais dos diversos plenários a fim de que sejam aprovadas leis que realmente cuidem do seu interesse.

quinta-feira, maio 04, 2006

Desperdício de dinheiro (cont.)

DESPERDÍCIO DE DINHEIRO, (CONTINUAÇÃO)

A repercussão da reportagem do “O Globo”, a respeito da farra do combustível por parte de alguns políticos, foi muito grande , que até podemos dizer que abalou os alicerces da classe política. Volto a esse tema, por considerá-lo por demais relevante e também porque, acredito que além desse caso existem muitos outros assuntos que devemos discutir e resolvê-los de maneira objetiva em prol de nossa sociedade.

Muito se pode extrair desse episódio a partir do posicionamento dos próprios parlamentares:

1) Não só nessa questão, como em muitas outras, de interesse do nosso povo, vemos a atuação firme dos (as) Procuradores da República através do Ministério Público apontando falhas e denunciando irregularidades, de modo que devem contar com o apoio total e irrestrito de todos nós; deveríamos, mesmo, sempre que possível, alardear nossa posição de apoio, em relação à esses funcionários;

2) Deputado critica matérias sobre farra dos combustíveis

O deputado Cabo Júlio (PMDB-MG) foi ao plenário da Câmara protestar contra a divulgação da lista dos parlamentares que gastam altas somas com combustíveis. No discurso, ele exigiu que a Mesa da Câmara tome providências para punir os jornalistas que, segundo ele, estariam generalizando e tentando colocar no mesmo balaio os 513 deputados.
Recentemente, no episódio das charges do profeta Maomé feitas pela imprensa européia que gerou forte reação do povo islâmico, o que mais se falou foi que a liberdade de imprensa deve ser respeitada. Concordo, embora considere que a liberdade de expressão não seja um valor absoluto e por isso mesmo pense como José Saramago que disse que liberdade tem limites e compromisso de responsabilidades no espaço onde atua, conforme escreveu Augusto Marzagão, no jornal “O Globo”, em sua coluna intitulada “Liberdade“,do dia 24/04/06.

São episódios completamente diferentes: no primeiro caso trata-se de uma informação sobre o descaso com o dinheiro público por parte de alguns políticos. Isso, não só deve ser denunciado como impedido. Para tanto devemos prestar atenção no trabalho do ministério público, apoiando e incentivando sempre; a imprensa deve ter total autonomia para cumprir sua função em casos como esses, principalmente em países democráticos como o nosso. Sem discussão.
No episódio das charges, pode-se discutir se liberdade de imprensa inclui brincar com o sentimento religioso de um povo.





O deputado Cabo Júlio também protestou contra a decisão da Mesa de discutir a mudança da destinação da verba indenizatória, por causa da suspeita de uso de notas frias pelos parlamentares para justificar os gastos. O corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI) sugeriu que a verba para combustíveis seja limitada a R$ 4,5 mil mensais.

"... A Mesa tem o dever de punir os jornalistas da Rede Globo que estão fazendo essa generalização", reclamou Cabo Júlio.

Ele ainda reclamou das críticas com os gastos em passagens aéreas. "Querem o quê? Que nós venhamos trabalhar de bicicleta?", protestou.

Verba indenizatória, verba para combustíveis, auxílio moradia, etc...Vocês não concordam que esteja ocorrendo um desperdício de dinheiro, (considerando a famosa relação custo / benefício), e que esteja na hora de reduzir os custos com políticos no Brasil?

Já que citamos o deputado cabo Júlio como a voz que se levantou, entre os políticos, contra a atuação da imprensa, vamos citar também o que disse o deputado do PFL Francisco Rodrigues a respeito de seu próprio envolvimento no caso:

“O que é de direito, não enjeito”

Esta frase proferida pelo deputado, referindo-se à gastança que pratica com combustível, nos dá bem a idéia de que precisamos estar mais atentos ao que motiva nossos parlamentares nas elaborações das leis. Nós, participantes de um regime em que vigora a democracia representativa, esperamos que criem leis que defendam realmente nossos interesses, nos representando, e não leis que nos cause indignação.


Mudando de assunto, quais serão as conseqüências da nacionalização do gás e do petróleo, na Bolívia, pelo presidente Evo Morales?

No mundo globalizado de hoje, as relações entre países democráticos, passam pelo cumprimento dos contratos. No entanto, deve ser duro para um presidente realmente preocupado com seu povo, vê-lo mascando folha de coca para aplacar a fome, enquanto outros países se beneficiam de recursos naturais de seu país.

Também não podemos nos esquecer que o Brasil está para a Bolívia, assim como os Estados Unidos está para o Brasil, ou seja, é uma relação de um país rico e forte com outro pobre e mais fraco.

A lição que fica desse episódio, qualquer que seja seu desfecho, é que em uma relação entre dois países soberanos, ambos devem ser beneficiados, ou seja, o povo desses países deve prosperar sempre, tanto o do mais rico quanto o do mais pobre, caso contrário, não faz qualquer sentido esse relacionamento.